sábado, 8 de fevereiro de 2014

#81 - calibre colibri




O crime come a arte
A arte come o crime
A arte que não é boba
                                     Rouba
Tudo que com ela oprime

Eu caço na poça a arte
O paço se coça com o crime
Vou da poça ao paço, destarte
Do sublevado ao sublime

Se a beleza da natureza não é pura
A natureza de toda beleza é a tristeza
A alegria é ver natureza na cultura
E mais ainda cultura na natureza

Se atreva a negar quem te ordena
Escreva a beleza pelos olhos da fera
Canta da boca que te apequena
Fura o olho que te exagera

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