terça-feira, 13 de março de 2012

# 69 - A poesia desses dias tão voadores


Bélica
de amores
Sem mísseis
Com misses
Atrizes
sem seus atores
mise en scène
de Ísis
Risa de irreais
fulgores
Ibiza
lotada
é ainda uma ilha
Sem filha
Num mar de dores
Açores
e odores
lusos
Inconclusos
In guarded towers
Bees
in fractious
flowers
Metralhadoras
de etéreas flores
Above
the hell
Isa
bel
is a bell
ringing
where
there
is love
Isabelezas
e mil rubores
deleuzes
do olimpo
Por fora
o passado mas limpo
Por dentro
brega de tantas cores
Isabélula
libre
Libélula
Na cela
De estertores
Belizes
e seus tremores
Caribes
de carências
e alguns rancores
Deixe-me ser o homem
que te dará leitores,
Poesia desses dias tão voadores.


4 comentários:

  1. Toda noite ela inventa algo pra fazer,
    Nem que seja uma dor pra lamentar
    Acha que é artista de tv,
    E fala sem querer tudo que não pode.
    Seu corpo não vive, mas respira
    Sobrevive aos lamentos meus
    Deleita-se em cama vazia
    Fazendo graça, sem sonhos.
    Respeita o que não sente
    Mas não sorri,
    E toda vez que acorda mente
    Dizendo que teve uma vida infeliz.
    Traça planos inexistentes,
    Acha que faz falta a alguém,
    Sem rumo segue sozinha
    E age como se não existisse.
    Seu coração não bate, mas sangra.
    Brinca de todo dia esquecer
    Cada poema escrito no quarto.
    Tem medo do amor
    Mas não reza
    E quando amanhece, canta
    Versos que eu mesmo fiz,
    Não entende aquilo que vê
    Sabe que é pra ela
    Mas não lê.

    (Isabel Quintal)

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  2. "Deixe-me ser o homem
    que te dará leitores"

    Que lindo. E que musa linda! :)
    Beijo pros dois.

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