sexta-feira, 15 de outubro de 2010

#53 - Um leão por dia



Hey Teddy! Desligue seus laser tags de Roterdã e ligue no Edifício Mercúrio e no São Vito/ com gritos/ de incentivo aos sem teto e seus conflitos./ Très louche/ mas ta na moda falar de autonomia do ponto de vista mapuche/ pois Che virou clichê, michê do capitalismo rouge/ E um leão ruge/ zangado, sampleado junto ao beat box de Felix Zenger sobre uma guitarra flamenga/ Pras fica mais tempo no flow do que fica sem levar gol Walter Zenga/ Enguiço num débil dub de indubitável coloquialidade sem guizo de cascavel/, numa in dub travel coleção de localidades a granel/ Da guerra santa, rouca/ entre o inferno do véu/ e o céu/ da boca./ Escreveram um poema ecológico/ com tinta a base de algas (é lógico)/ nos cascos de tartarugas em extinção/ que viajam décadas sem rugas do Espírito Santo ao Gabão/ E eu sem casco, sou um fiasco/ com minha cor meio branca meio damasco/ meio caucasiano, meio Cacaso/ Onde está aquele poeta basco?/ anarquista/ pra prosseguir com a reconquista/ dos nossos horizontes?/ Desabaram nossas pontes/ Construíram Rodoanéis em cima dos Guaranis/ Passaram o rodo no petróleo das veias dos U´was, que mataram a si próprios, assim como os negros de Zumbi/ Obrigaram os Yámanas a nadar vestidos e eles morreram de tuberculose sem escrever poema romântico algum/ Grito em mapudungum/: Não quero verdades, quero herdades de alimentos cósmicos para meus irmãos dos pagodes daqui às pagodas de Rangum/ Venha jantar um manjar com seu moço, sob uma paisagem turca/ eu com mais de uma hora de almoço, você sem burca/ Ao fundo o Monte Kaçkar, onde podemos acampar sem sair caro/ Mas você prefere me mangiare con gli occhi, como uma leoa tanzaniana sob o Kilimanjaro/ Não quero a beleza/ que seja maior que a compreensão da moça libanesa/ de olhos ônix, que saca meus propósitos/ E sorri con una mitad de sonrisa. Sunrise. Otra Mitad de mi naranja en el tequila/ Te quiero de Tegucigalpa a Barranquilla./ Quero a compreensão, não comprimidos!/ Quero atadas mãos, não corrimãos!/ Quero beijos, não cuspidos!/ Ser mordido, não urdido/ em realidades fugidias/, rugidas por um leão real morto por dia.



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3 comentários:

  1. Ta incrível seu blog,parabéns Bruno!Saudade de você.

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  2. Me perdi em teus sentimentos dilacerado.
    Mas me achei naquele teu poema rasgado

    Preferiu a guerra social
    para dar de presente ao governo Federal

    PC,Dirceu,Collor
    Todos foram iguais
    com um chapéu branco
    e guerriando com a Paz!

    Axé irmão
    Parabens sempre por fazer-se existir!

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