terça-feira, 29 de junho de 2010

#47 - Ócio

Fóssil de Flor

Ócio
Fóssil
Fuço. Livre num belo jardim
Tusso
Insosso
Insone. Sem levantar de mim

Enquanto pulula
A poeira que se acumula
Do tempo ido doído
Belo acúmulo florido
que me esvazia
Pra brotar o olvido
Em vaso ornado
De nostalgia.

Se é no ócio que se cria
No ócio sem companhia
Esfacelamo-nos ao meio dia
Quando o sol incide
Iluminando a covardia

E o revide é de quem me leria
Pois não há sócio nesse negócio
De poesia
E só as palavras larvas que emergem
Me lavrariam
Só as palavras que emprego
Me desempregariam


Um comentário:

  1. Maravilha tudo por aqui, parabens. Indicarei nas minhas páginas. Aguarde.
    Abração
    www.luizalbertomachado.com.br

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