terça-feira, 8 de setembro de 2009

# 17 - O Nascimento do Anjo

Nessa poesia que me venta as costas
Minha única frase é minha coluna vertebral
Minhas vértebras as palavras sobrepostas
Do mais puro calcário estrutural

Não sei se acaba por pertencer tanto a mim
Sustentando o movimento de todo meu conteúdo
Só sei que acaba por se atrasar e enfim
Passa nos meus olhos só depois de tudo

Essa poesia é uma asa que nasce na frase
Quando o vento que tanjo,
esfria da espinha, aos olhos amolecidos
Pra eu voar como anjo
nas nuvens que eu fiz e que no fim não me atrase
A passar pela vida sem ter nunca morrido

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